Archive for Dezembro 2012

Uma Aventura de Natal

Feliz Natal amiguihos!

Hoje, nesse dia tão feliz, um post com título de filme de Sessão da Tarde! Mas antes de contar minha história, quero desejar aos leitores do Pingo Na Cueca um Natal MEGA-FELIZ!

Enfim. Fui passar o Natal na roça. Cheguei ontem em Itaipuaçu, que fica na cidade de Maricá, no RJ. Itaipuaçu tem jeitão de roça. Estradas de terra, buracos, mato, e uma praia linda! Bom, como estou recem-tatuado e não posso me aventurar no sol, a praia não entra na pauta.


Cheguei em Itaipuaçu ontem e o dia foi agradável. Fizemos a ceia de Natal na casa de meus tios e foi tudo muito legal e tranquilo. Dormi bem. Mas acordei... Pra quê a gente tem que acordar na roça? Levantei-me pacatamente naquela calma relaxada que só eu conheço e fiz o reconhecimento do ambiente. Todos dormindo, exceto mamai, que estava de roupa trocada pra dar uma caminhada.

Lavei meu rosto, escovei os dentinhos e tive a infeliz ideia de ir para a varanda dos fundos, por onde mamai havia saído. A porta da frente ainda estava trancada e tinha os povo dormindo na sala. Saí-me de casa e logo ao lado da porta, estava a velha cadeira de balanço do meu falecido avô. Que saudades. Tenho certeza que ele estaria rindo da minha cara até agora.

Voltei ao quarto, peguei meu celular e voltei pra varanda, onde me sentei na cadeira de balanço. Fiquei contemplando aquela paisagem semi-natural, pois a única construção visível era o muro que delimita a casa dos meus tios. Foi então que meu pesadelo começou...

Comecei a ouvir um barulho grave estranho. Um zumbido alto, contínuo, asas de inseto. Eu tenho PÂNICO de insetos e só Deus pode me julgar por isso! Pelos hertz que chegavam aos meus ouvidos, o inseto parecia ter uns 5 centímetros de comprimento. Ahhhh como eu estava enganado!


De repente, A WILD BESOUROSSAURO APPEARS! Véi! Na boa! Quando avistei a criatura, percebi que meus ouvidos estavam destreinados por conta dos vários anos que não piasava por Itaipuaçu. O monstro, que devia ser um besouro gigante, tinha algo próximo de 3 metros só na envergadura das asas! Percebi o bicho descendo do telhado, entrando no meu campo de visão, olhando diretamente nos meus olhos... Ele sentia o cheiro do meu medo...

Levantei vagarosamente e, olhando pra ele, me dirigi em direção a porta que deixei encostada para que o cachorro não entrasse na casa e acordasse o povo todo... Quando coloquei a mão na maçaneta o barulho cessou. Será que foi minha imaginação? Não existe um inseto daquele tamanho... Deve ser minha mente pregando peças... Relaxei e ia soltando a maçaneta quando o monstro pula novamente do teto!

PUTA QUE ME PARIU NO PEIDO!

Que susto que aquele ser pré-histórico me pregou! E, nesse susto, ao inves de baixar a maçaneta e empurrar a porta, eu baixei a maçaneta e puxei. FUDEU! A PORRA DA MAÇANETA SAIU NA MINHA MÃO! O medo invadia meu âmago e corri para a entrada da casa, passando pela garagem...

Nessa hora a gente ve a prensença divina. Mamai estava sentada no banquinho na varanda da frente, apreciando o solzinho matinal. Corri pra ela e disse que tinha um ser pré-histórico me perseguindo pelos céus e apontei a besta para mamai nos proteger!

Quando mamai parou de rir, disse que era uma simples mosca varejeira e que o Guilherme já tinha acordado e estava só deitado no quarto vendo TV. Ela chamou ele e pediu para que ele abrisse a porta dos fundos por dentro pra que eu entrasse. Só queria sair de dentro de casa quando fosse pra vazar daquele lugar!

Aquilo com certeza não era uma mosca varejeira! Eu tava lá! Eu vi! Só Deus e mamai são testemunhas! Mas mamai não vale. Ela tava sem óculos e não viu direito o monstro!
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Posted by Leo Coutinho

Sobre o Fim do Mundo

 

Hoje, dia 21/12/2012, seria o Fim do Mundo segundo a pegadinha profecia Maia. Pra você que, assim como eu, já passou por muitos Apocalipses mas ainda assim não acredita no fim do mundo, ao contrário de mim, digo que o mundo já acabou faz tempo!

Mas o fim do mundo não se dará por meteoros, explosões, tsunamis ou títulos do Corinthians. Nada disso. O mundo não acabou e nem acabará assim. Essa bolinha que chamamos de planeta Terra continuará existindo por muito tempo ainda. Mas nada é infinito.

A ignorância, ganância, falta de caráter, boçalidade consciente, malandragem é que determinaram o fim do mundo. A experiência humana na Terra não deu certo, já dizia um poeta amigo meu. O ser humano é um belo exemplar de filho da puta.

O fim do mundo não é a morte de todos. O fim do mundo foi quando o mundo que nós conhecíamos e queríamos pros nossos filhos acabou. Não há mais esperança.

O mal venceu há muito tempo! A turma do Esqueleto, Bowser, Dr. Robotnik, Dr. Willy, Darth Vader, entre outros, estão comemorando. Shao Khan brinda com Mr. Bison. Lex Luthor e Coringa já tomam posse em seus tronos. Voldemort ri alto!



E como ninguém quer realmente mudar esse panorama, e os nossos heróis são tão fictícios quanto a turma malvada aí de cima, continuaremos vivendo no purgatório. Vamos deixar que nosso ego e nosso egoísmo sejam maior que nosso amor e nossa vontade de fazer o bem. Continuar construindo templos riquíssimos de adoração a divindades e deixar os famintos morrerem de fome! Afinal, seleção natural existe pra seres irracionais e racionais também.

Vamos continuar apoiando cotas e pregando a igualdade da raça. Continuar lutando contra a homofobia e exterminá-los assim que saírem recém-casados das igrejas. Vamos continuar pagando nossos impostos e tendo ruas esburacadas, sistema de saúde precário e moradias caindo aos pedaços. Um viva a racionalidade humana!

Acho que temos muito o que aprender com a irracionalidade canina. Amar incondicionalmente quem nos dá amor e temer e atacar quem nos faz mal.

Queria que o dia 21/12/2012 fosse um marco pra voltarmos a sonhar com um mundo melhor, bom de se viver, justo. Que nossas riquezas, naturais e artificiais, fossem utilizadas para melhorar a vida de todos e não só de quem acha que tem poder. Farinha pouca, meu pirão primeiro? Não! Vamos conseguir farinha pra todo mundo! A natureza nos fornece essa porra! Pq tomar tudo e deixar sem nada os outros?

Não sou socialista. O que é meu, é meu! Mas sou a favor de que todos tenham iguais condições de terem a mesma coisa que eu. Mas não existe mundo cor de rosa. O mundo de Alice é utopia. País das Maravilhas é meu saco!

Chega. Estou um pouco decepcionado com o fim do fim do mundo como conhecemos. Queria que essa porra acabasse e começasse uma nova era. Uma era melhor. Mas, a próxima era será a Era de Aquarius, onde, segundo os cristãos, se revelará o anticristo.

A tendência é piorar galero! F-O-O-D-E-L!!!
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Posted by Leo Coutinho

A Mulher da Calcinha de Algodão


por André Debevc

Ela anda pela casa com o jeito mais despreocupado do mundo. Cabelo castanho quase ondulado na manhã de uma lembrança. Pegando a torrada besuntada de geléia diet com a pontinha dos dedos, acha que está mais gorda do que queria estar, como toda mulher. É linda em sua imperfeição.

O camisão gigantesco é secular e faz questão de não esconder nenhum furinho feito pelo tempo. Desbotado, é provavelmente uma das coisas que mais guarda o seu cheiro matinal totalmente viciante. O beijo morto, dado ainda nos lençóis, vem entre um sussurro ainda ininteligível de que a preguiça era maior que ela e os cabelos desgrenhados pela noite. Nenhuma mulher acorda parecendo que está num anúncio de margarina, mas qualquer propaganda perderia em naturalidade para seus miados. Ela tem manias e defeitos como todo ser vivo e adora me tascar um beijo mesmo antes de escovar os dentes.

É uma dessas mulheres mágicas em sua simplicidade. À luz da manhã de um domingo qualquer, lendo seu jornalzinho, pergunta algo que sabe que não sei só para poder fazer graça de mim. Fica feliz quando me ensina uma palavra nova, cantarola uma música que nunca tocou no radio, mas que só ela sabe de cor. Tem calcinhas chiques para ocasiões especiais, cheias de rendas como troféus para quem a despe. Ela sabe onde comprar aquela cinta liga alucinante que faz qualquer homem babar, e certamente tem, pelo menos, uma guardada da forma mais despreocupada possível na gaveta que você nunca abre.

Reclama da minha barba mal feita que, às vezes, roça em sua nuca ou em suas coxas. Adora quando falo do seu umbigo ou quando peço para ela parar de me morder porque marca. Vive falando mal da celulite que imagina estar invadindo seu corpo.
É lasciva o suficiente para conseguir tudo que quer com uma chantagenzinha emocional barata. Me chama por um apelido que só ela usa e fala sarcasticamente mal de qualquer coisa que eu escreva só pra depois pular no meu colo dizendo que era brincadeira. Deixa a gola quase esgarçada do camisão para me mostrar o ombro e, quando salta pra pegar mais café, me diz cinicamente que é para parar de olhar pra sua bunda.

A mulher da calcinha de algodão branco. Como tantas outras calcinhas que contam histórias secando nas torneiras do chuveiro. As calcinhas comuns, sem ocasiões especiais, sem desculpas por não serem sempre novas e lindas. A mulher que reclama quando como algo que ela odeia, a mulher que aperta o meu pneuzinho perguntando de quem são aquelas carnes.
Existem poucas cenas mais completas do que assistir ao sono dela em sua calcinha branca de algodão. Acho que a calcinha me fascina justamente pela sua idéia de cumplicidade. De sempre estar ali. Pendurada no banheiro, dobradinha em cima da cama esperando sumir numa interminável gaveta ou andando pela casa antes de se esconder dentro de uma calça numa terça-feira.

Essa mulher é a que no elevador me puxa com o olhar mais tarado do mundo e, segundos antes da porta abrir, me pergunta como está o decote. A mulher da calcinha de algodão anda por aí, todos os dias, desapercebida em sua simplicidade, fingindo uma timidez educada que esconde seu senso de humor debochado e sua vontade eterna em me ver bebendo vinho nas curvas de suas costas enquanto compromissos esperam.

Ela é uma mulher, como tantas outras, incomparável. Mesmo quando a gravidade inevitavelmente ganha suas batalhas e o tempo a lembre nas aulas de ginástica que ela não tem mais 17 anos. E daí se as pernas forem mais finas do que ela sempre quis que fossem? E daí se seu pé não apareceria em outdoors de sandálias? Sei que ela sempre vai elogiar as magrelas que trabalham como cabides ambulantes para os grandes nomes da moda. Sei que ela sempre vai dizer que eu preferiria ver a Gisele Bundchen de biquíni numa revista do que tê-la ao meu lado. E essa é uma das coisas boas dela. Eu sei de um monte de coisas e ainda não me cansei disso.

A mulher da calcinha de algodão sempre vai ter algo inteligente ou debochado para dizer, sempre vai reclamar que eu deveria dirigir com mais calma e fazer pouco das outras mulheres que foram menos que ela na minha vida. Esta mulher fica menstruada e reclama disso, sempre fala que fica inchada e se acha um barangão quando está de mau humor. Esta mulher é falível e real. Além de ser apaixonada por mim - deve andar por aí olhando discretamente pra outros homens (sem nunca fazer nada), pode certamente comentar de meus defeitinhos para suas amigas ou ainda sonhar em ir a uma praia sem areia, que se amontoa dentro do seu velho biquíni. Ela vive, toma decisões erradas e ostenta outros milhões de defeitos. Todos eles apaixonantes, porque vêm de alguém real e não de uma boneca de cera sem personalidade que muito homem queria ter para mostrar pros amigos.
[Nota: Vi esse texto no Facebook e achei muito bom! Não é recado nem indireta pra nada e nem ninguém. Me fez refletir e eu achei legal compartilhar com vocês!]
sábado, 15 de dezembro de 2012
Posted by Leo Coutinho

RIP Niemeyer

Essa é minha homenagem ao Oscar Niemeyer. Encomendei essa tirinha com minha amiga Raquel Peres! Tinha imaginado algo até mais simples, mas a Raquel é fera demais pra fazer algo tão simplório! Ficou melhor que a encomenda Raquel! Muitíssimo obrigado!

Bom... Mesmo um pouco atrasado, tá aí minha homenagem! Espero que gostem... =)

[ Se clicar na imagem vcs conseguem ver maior... ;) ]
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Posted by Leo Coutinho
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