Posted by : Leo Coutinho segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Talvez hoje eu escreva algo um pouco polêmico, mas nem é minha intenção. Mas vou falar um pouco de Niterói... Ou do povo daqui...

Sempre fui bairrista. Ao extremo! Por algum motivo psicológico que talvez nem Freud, e nem feudendo, explica, eu sempre tive pânico da cidade do Rio de Janeiro, preferindo sempre me refugiar na minha pequena e aconchegante Niterói.

Bom, como todos sabem, ou não, há algum tempo atrás eu comecei a namorar a digníssima e, depois de muito lutar comigo mesmo, consegui ir morar na Tijuca, um bairro da zona Norte do Rio que eu sempre tive pânico de frequentar. Explico: a única vez que tinha ido lá, há alguns anos atras, vi um bando de pivetes na rua que me assustou um bocado.


Morar na Tijuca abriu um pouco a minha mente. Morei num lugar tranquilo, graças a Deus. E assim percebi que a minha luta foi válida. O Rio não é tão ruim quanto pensei. Rapidinho chegava no trabalho. Tinha tudo perto. A vida facilitou pra mim. O Rio ficou mais chamativo.

Mas uma cidade não é nada sem seu povo. E é aí que mora a grande diferença. Por um acaso do destino, voltei a morar em Niterói e percebi o quão escroto o povo daqui é. Gente que mal tem merda no cu pra cagar consegue ser arrogante. E folgado!

Hoje, na barca, uma porra de um babaca que mais parecia um gnomo quis me dar uma ombrada. Porra! Considerando que a ombrada do cara pegaria na minha coxa, eu não pude deixar de imaginar aquele folgado pulando tentando acertar minha cara caso eu revidasse a pseudo-agressão.

No ônibus, uma porra de um velho escroto, vendo que eu teria que ocupar um determinado espaço pra me segurar em pé (pq a porra do onibus tava lotado), esticou o pé pra que eu não ficasse ali. E fez isso olhando pra minha cara. Acho que eu emputeci ele quando eu ri da cara dele, pois ele tentou esticar o outro pé mas eu firmei ali no lugar e foda-se ele. Bateu o pé no meu tênis e voltou.

Se eu fosse uma porra de um cara nervoso, hoje teria agredido um anão e um ancião. Porra! Ia me sentir agredindo o elenco de Senhor dos Anéis! Sem contar o povo que fala alto, te olha com desdém, senta no lugar dos velhinhos, que ficam em pé ao lado...

O povo de Niterói é, em geral, babaca! Eu pensei bastante antes de arrumar um adjetivo aqui, mas o melhor é esse mesmo: Babacas. E aqui estou generalizando. Lógico que não são todos babacas. Mas, em geral, são. Entenderam?

E isso foi uma coisa que eu não encontrei, generalizando aqui também, no povo do Rio. O lado de lá da poça é mais simpático. O povo é mais acolhedor. O povo conversa. Permite que senhores de idade sentem nos acentos que lhes é destinado nos coletivos.

Como pode haver tanta diferença com só alguns 20km de distância?

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