Posted by : Leo Coutinho segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Passei o domingo todo pensando em coisas aleatórias. Acordei com futebol na TV onde um espartano Barcelona de Messi arruinava a vida de um passivo Santos de Neymar... Domingo é assim mesmo, um dia estranho...

De qualquer modo, o dia ia passando e minha cabeça pensava em coisas aleatórias como a utilidade prática dos pombos na natureza, ou o porquê da televisão brasileira ser tão merda no domingo...


Não sei dizer ao certo quando o meu pensamento chegou em você. Mas sei que, quando chegou, não quis mais sair. Toda e qualquer coisa ou situação que eu pensava, você tinha que estar lá. Era obrigatório vestir o seu traje. Ter a sensação de sentir o seu perfume em todo lugar que eu passava e o seu toque em tudo que eu esbarrava pelos labirintos dos meus devaneios.

Relembrar as mensagens trocadas, as palavras sempre doces... Os conselhos, os cuidados... Imaginar como alguém pode se dedicar tanto assim, de tão longe... Centímetros viram quilômetros... Horas, semanas... E a relatividade espaço-temporal tem relação direta com você.

Preciso sair de casa. Preciso mudar o foco. Pensar em você, por mais gostoso que seja, não pode consumir todo meu tempo. Não pode. Eu não posso deixar. Não quero deixar. Gostaria de ter forças para lutar contra, mas é forte demais. E eu não sou tão forte assim.


Saio de casa e não consigo fechar a porta do elevador sem segurar por um segundo a mais e deixar você entrar. Olho pro lado e não vejo ninguém. Mas quando olho no espelho vejo seus olhos fixos em mim, com aquele sorriso lindo, iluminado, com tanta ternura quanto dentes. Aqueles olhos dizendo, sem deixar margem pra dúvidas, que você é minha! E sim... Me chamando pra ser seu.

E mais uma vez eu me pego pensando nas coisas que você me diz. Cartas, e-mails, mensagens, bilhetes...

Mas percebi, nessa fração de segundos dentro daquele elevador, que ler as mensagens não era mais suficiente. Eu tinha que ouvir sua voz. Precisava escutar aquelas palavras saindo de sua boca e não sendo escritas por seus dedos.

Pego o telefone, procuro seu nome, vejo sua foto de contato. Descontraída. Linda. Mais sorrisos. Sempre o sorriso. Aquele sorriso que me ganhou na primeira foto.


Ligo... O telefone toca... Um, dois, três, quatro toques... Eu penso em desligar. "O que eu tô fazendo!?", penso. No quinto toque você atende... Não sei o que dizer. Emudeço. E novamente os segundos parecem horas. Até que você diz "Alô?!" e me desmonta como uma criança brincando com Lego. Tão comum e ao mesmo tempo tão diferente de todas. Tão simplesmente você. Só quero fechar os olhos e ouvir...

Eu disfarço, digo qualquer coisa só pra saber como você está, o que está fazendo, se sente minha falta. Preciso que sinta minha falta. Preciso que você me queira. Mais do que isso, preciso sentir e saber que você me quer tanto quanto eu te quero.

Antes de desligar, "beijinhos"... E lá está você de novo... Longe. Parecia tão perto ouvir você falando no meu ouvido. Tão bom. Tão verdade. Tão minha por aquele breve momento. Minutos que pareceram segundos. Vontade de ouvir sua voz, mesmo que não tenhamos nada a dizer. Vontade de sentir seu toque, seu abraço, seu beijo, seu gosto...


Sair de casa não adiantou. Não tirou você do meu pensamento.

Muito menos te ligar me fez tão bem assim.

Porque no final estamos longe.

Muito longe.

Demais...

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